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Empregadas domésticas e a Covid-19

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Porquê que a House Shine é a marca preferida dos consumidores?

A Renascença foi tentar perceber como o trabalho doméstico se está a adaptar à pandemia, desde as grandes empresas, às pequenas unidades, até à trabalhadora individual. Há situações em que quase nada mudou, há quem tenha ficado sem trabalho, mas também há quem esteja a ver oportunidades.

Conheça o testemunho que o líder de mercado deu ao site noticioso da Rádio Renascença e perceba aquilo que mudou no setor:

Cândido Mesquita é gestor há 20 anos, 12 deles no setor das limpezas, que conhece como a palma da mão. O negócio cresceu, cresceu e ainda cresceu mais até somar mil trabalhadoras, e o rótulo de líder do setor residencial que coloca como carimbo para atestar a qualidade da House Shine. O grupo nasceu no Porto, mas está espalhado por todo o país em vários pontos de “franchising”.

Tal como na WellClean, o choque com a nova realidade na primeira semana pós-declaração do estado de emergência foi brutal: menos 60%, tanto de clientes como de faturação. Tentou aguentar o barco não despedindo, mas teve de optar por não renovar contratos. Foram 150 a sair, pelo menos para já. Cândido tem, no entanto, planos ambiciosos para o futuro.

Para já fiquemos no passado recente. Os clientes residenciais, a quem fornecem os serviços de empregadas domésticas, valem 70% do trabalho da House Shine. “Apesar das nossas medidas de segurança, as pessoas não sentiram confiança suficiente para manter as limpezas. A travagem foi absolutamente a fundo”, reconhece o gestor.

Isso obrigou a empresa a entrar em “lay-off”, mas Cândido olha para o momento que a empresa passa como apenas uma pausa entre o antes e o depois do novo coronavírus. “A nossa expectativa é voltar a empregar estas pessoas rapidamente. Entendemos que isto é uma ponte, apesar de achar que a crise económica que se vai abater é grande.”

O empresário diz que para já a empresa começou a adaptar-se, a começar com alterações drásticas nos sistemas de segurança. “Todas as profissionais trabalham com óculos ou viseira, máscara cirúrgica, luvas e tapa pés. Passámos a usar esses Equipamentos de Proteção Individuais (EPI)”, refere. Também passou a ter comunicação permanente com o cliente residencial, com o envio de pequenos vídeos didáticos.

A isso juntou a tentativa de ir ao encontro do que o mercado pede. Elaborou um sistema de desinfeção em caso de Covid-19 positivo, e passou a fazê-lo em instituições grandes e residências.

“Desenvolvemos esse serviço. Já tínhamos, no passado, para casos de H1N1, mas a desinfeção para a Covid-19 é outra, nova metodologia e outros produtos. Iniciámos um processo de prospeção a outras empresas. Começámos a fornecer a farmácias, que aumentaram a atividade e passaram a ter outros cuidados de limpeza”, explica Cândido Mesquita, que lidera a rede de várias empresas do grupo.

Por esta razão, e com a queda de muitas pequenas empresas que não aguentaram o impacto inicial da crise, a recuperação começou. Para a próxima semana, a quebra em relação ao pré-pandemia será de 40%, mas Cândido sente que há um ambiente de retoma.

Os nossos clientes, que tinham o conforto de ter alguém que lhes limpava a casa, estão desejosos para que voltemos. Fazem um teste para ver como estamos a trabalhar, e muitos voltam mesmo. Mas também temos clientes novos”, reconhece.

A forma de fazer o trabalho também mudou. Há mais desinfeção. “Não aumentámos o preço, mas as limpezas que não incluiam desinfeção passaram a tê-la em puxadores de portas, interruptores e corrimões. São áreas de que as pessoas se esquecem”, lembra.

O dono da House Shine afirma que, neste mercado, os muito grandes – que se dedicam as limpezas industriais e trabalham em contratos de grande escala com margens esmagadas – e os muito pequenos, com estruturas débeis, serão os que mais dificuldades vão ter. Ele acredita que, no meio, o negócio que gere vai florescer. E explica.

“Os cuidados com a limpeza são muito superiores ao que eram no passado. Estamos até a pensar em abrir escritórios em algumas cidades para a procura que aí virá.”

E para esse novo passo, com o reforço de trabalho, pensa que recuperará todas as pessoas que dispensou para além de “aumentar em 20 a 30% os postos de trabalho, num espaço de seis a nove meses”.

O mesmo empresário dá um exemplo prático de onde pensa que virá esse crescimento. “Um escritório que no passado fazia uma limpeza por semana, e estava tudo bem, nesta fase não vai fazer isso. Se calhar devia fazer uma ou duas limpezas por dia. Não a limpeza com o mesmo formato do passado, mas uma desinfeção”, exemplifica Cândido Mesquita.

Pode ler a notícia completa aqui.

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